Somos vigiados na internet? Basta fazer uma busca por um serviço ou produto no Google para que anúncios relacionados ao que procuramos apareçam em nossas redes sociais e em espaços publicitários de sites e portais de notícias. Muita gente se assusta com a capacidade da rede de nos monitorar e oferecer mercadorias.

“Hoje, tudo é vigiado. Assinamos contratos toda vez que autorizamos um aplicativo nos celulares. Isso se torna um caminho sem volta”, diz Renato Melo, professor de marketing na Esamc Santos e colunista de A Tribuna.

Segundo ele, a coleta dos nossos dados é abastecida por nós mesmos nas redes sociais, preenchidas ou coletadas por meio de sites que visitamos. “E tem as não oficiais, por vazamento de conversas e até mesmo captação de áudio do que falamos”, afirma.

Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (USP), Soraia Lima considera a questão bem complexa. Segundo ela, os brasileiros passam, em média, 9h30 on-line por dia. E deixam rastros.

“As empresas vão atrás desses rastros para detectar comportamentos e oferecer novos produtos e serviços”, explica. “Ficamos tão extasiados com o que podemos obter on-line, que não questionamos o que estão fazendo com os nossos dados”.

Monitoramento
Há ferramentas e empresas especializadas nesse tipo de trabalho. Os dados são coletados e cruzados com outros que ajudam a direcionar estratégias de comunicação e até o desenvolvimento de produtos e serviços.

“Para o mercado, trata-se de uma forma de elaborar projetos assertivos, de acordo com os gostos e demandas do consumidor”, opina Soraia.

Melo detalha que tudo é registrado. Quando você acessa o site de um tênis, por exemplo, ele instala um arquivo no seu computador, chamado cookie. O cookie é lido por sites e redes sociais que recebem a informação do que você visitou.

O professor acha que as políticas de privacidade existentes não são suficientes para garantir o anonimato e preservar os internautas. “Elas até existem, como nos casos recentes de multa para Facebook, Google e Apple, mas ainda é algo muito embrionário”.

Soraia diz que quase ninguém lê os termos de uso nas plataformas digitais. “Ali está bem claro como os dados serão utilizados, mas as pessoas não pensam nisso quando concordam com eles”.

Segurança
Se você tem uma smart TV, por exemplo, seus dados estão on-line. A mesma coisa acontece com um smartphone ou com uma conta de e-mail. A questão é: como você está protegendo esses dados?

“Utilize antivírus em computadores e smartphones. Mude frequentemente suas senhas. Não faça transações utilizando sua conta Google ou de qualquer rede social. Sei que isso facilita a vida, mas ela também facilita o acesso a seus dados pessoais. E faça compras apenas em sites seguros”, orienta a especialista.

fonte: A Tribuna

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