Imagem retirada de https://www.juridoc.com.br/blog/relacionamento-com-clientes-e-fornecedores/6764-que-sao-termos-condicoes-venda-produtos-internet/

O varejo hoje volta seus olhos para a internet. Muitos dos gigantes do setor não tem foco em lojas físicias, focando sua operação puramente na internet, casos do Mercado Livre e da Amazon (esta última tem lojas, cujo foco são de nichos específicos). Com infraestrutura enxuta e comunicação direta, conseguem obter boas margens operacionais para expandir. Porém mesmo com grandes cases no mercado, o consumidor brasileiro ainda não abre mão de uma loja de “cimento e tijolos”, mesmo que apenas compre na internet e receba em casa.
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Foi o que mostrou uma pesquisa feita pela Ebit/Nielsen, que mapeou os hábitos de consumo digital do brasileiro, e constatou que o varejo físico com sites de venda na internet ainda tem a preferência na nação na hora de comprar em ambientes digitais. Elas foram responsáveis por 51% das vendas online em 2018, o que gerou um faturamento de R$ 27 bilhões no ano, 12% a mais na comparação com 2017.

Alguns fatores podem explicar a escolha do brasileiro por e-commerce de varejos físicos, como a integração de algumas destas companhias com o digital, caso célebre da Magazine Luiza, porém é a confiança uma causa determinante pela escolha. Segundo Cristiano Kanashiro, CEO da GO.K e especialista em inovação digital para o varejo, o brasileiro é povo mais desconfiado da América Latina quando o assunto é compras online. “Por aqui se compra na internet uma vez a cada três meses em média, já em outros países latinos a média de compra é de 1 vez por mês.”

Ele também destaca que em 40% das pessoas falta confiança para informar o número do cartão e dados pessoais pela internet. Outros 25% temem não receber o bem adquirido enquanto 10% têm receio de serem enganados quanto ao pagamento final da compra.

Por conta destes fatores, uma das principais tendências do e-commerce no exterior, chega no Brasil como uma solução: a possibilidade de comprar pela internet e retirar em lojas físicas. Além de representar uma segurança para o desconfiado consumidor brasileiro, as lojas físicas podem atuar também como pequenos centros de distribuição, facilitando questões logísticas.

Para as empresas puramente digitais, o desafio hoje é lidar com a necessidade de algo físico para o consumidor. “Gigantes como Amazon e Alibaba iniciaram as suas operações na internet, mas viram as lojas físicas como pilares para ganhar escala e força. Com as lojas, os consumidores ganham em experiência, gerando relacionamento que posteriormente irá culminar em compras, independente do canal, seja físico ou digital,” diz Kanashiro.

fonte: IstoÉ Dinheiro

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