Uma constelação de satélites abrigando cerca de 12 mil unidades já é bastante coisa, mas parece que os planos do projeto Starlink, da SpaceX, são ainda mais ambiciosos: a empresa registrou um pedido na International Telecommunication Union (ITU) para aumentar essa quantidade em mais 30 mil satélites de internet, com o objetivo de levar conexão de alta velocidade a toda e qualquer parte do mundo. O total, então, pode chegar a 42 mil novos satélites ao redor do nosso planeta.

Contudo, não ficou claro quantos satélites a empresa de Elon Musk realmente pretende lançar, pois registrar o pedido na ITU é apenas um passo preliminar. Este órgão, que faz parte das Nações Unidas, gerencia o espectro global de radiofrequência via satélite e, caso a ITU aprove o pedido, a SpaceX então deverá esperar a aprovação da FCC, nos Estados Unidos, que regula as comunicações do país.

Por enquanto, o Starlink já lançou os primeiros 60 satélites do projeto, perdendo contato com apenas três deles. O projeto, por sinal, é fundamental para as receitas da SpaceX, de acordo com declaração do próprio CEO, mas uma constelação tão grande de objetos ao redor da Terra preocupa astrônomos, pois tanto brilho adicional na órbita do planeta pode ter potencial de prejudicar observações científicas.

É que os satélites já existentes na órbita por vezes são um problema para observatórios terrestres, e astrônomos estão sempre precisando dar um "jeitinho" com técnicas inteligentes para conseguir fazer suas observações. No momento, existem 5.162 objetos orbitando a Terra, mas, desse total, apenas 2 mil seguem operacionais, e menos de 9 mil foram lançados desde o início da Era Espacial no final da década de 1950. Ou seja: adicionar mais dezenas de milhares de satélites é algo sem precedentes, o que poderá marcar o fim da atividade de radiotelescópios por microondas instalados em Terra, que são capazes de detectar sinais fracos de rádio vindos do espaço.

fonte: CanalTech

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